III
Nächtens übern kahlen Anger
Gaukelt sie in Fieberträumen.
Mürrisch greint der Wind im Anger
Und der Mond lauscht aus den Bäumen.
Balde rings die Sterne bleichen
Und ermattet von Beschwerde
Wächsern ihre Wangen bleichen.
Fäulnis wittert aus der Erde.
Traurig rauscht das Rohr im Tümpel
Und sie friert in sich gekauert.
Fern ein Hahn kräht. Übern Tümpel
Hart und grau der Morgen schauert.
Georg Trakl, in Gedichte
III
De noite sobre o deserto prado
Ela saltimbanca em sonhos febris.
Uiva raivoso o vento no prado
E a lua escuta através das árvores.
Ao redor os astros já empalidecem
E estafada de sofrimento
Qual cera sua face empalidece.
Exala do solo apodrecimento.
Triste o caniço cicia no charco
E acocorada ela pena de frio.
Canta distante um galo. Sobre o charco,
A manhã cinza e severa dá calafrios.
Georg Trakl in: Gedichte ─ tradução de Udo Baingo
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