23 de dezembro de 2011

Escolho o tema

Escolho o tema
Para um poema
Paro, constato o trânsito
Das sete da tarde
E antes da ideia vem vindo
o ônibus
Que me capta como uma
Ideia melhor, no ar condi-
cionado do seu viver -
andar.
Motorista pede o comprovante
e anda se anda desanda
e é cauteloso na comprovação
sem saber que ouço
Tanita Takaram.

O motorista contorna carros e
ciclistas no tráfego, sempre
adiantando-se num tempo
de valsa em 4 por 4.
E dá pena de outros veículos
menos grandes ou veozes ou
menos grande e menos velozes.

Agora fico sem graça que
a linha só vai até Berlim
só vai até Berliner Strasse
só vai até metade do ca-
minho.

Cenas de rua - (C) Udo Baingo - Direitos reservados

9 de dezembro de 2011

Flor de hibisco

Flor de hibisco, pétalas rubras encobrindo-se,
Para dentro de si, que logo cai.
O silêncio de gente ao redor do fogo, torna-
se transcedental, alquimia.
O fruto no chão, coberto por poeira.


Flor de Hibisco - Foto por (C) Udo Baingo - Direitos reservados

À Zenite

À Zenite procurei Ursa Azul:
Fechei os olhos e tive um sonho.
Na esteira me deito e leio um livro.
O inverno tem dias lindos, quando se
Ouve um alô do outro lado
do mundo.
No escurecer do verão escrevo lamentos
esperançosos.
Há gente que passa ao lado do jardim,
parecem sussurrar mas na verdade apenas
conversam.
A noite perde sua escuridão em ondas.


(poema escrito em julho de 2003, achado em minhas anotações)

29 de novembro de 2011

Ranolfo

Ranolfo surtiu um comentário hilário
e se vestiu de sono
e abandonou o posto,
cheio de gasolina.

Ranolfo andou meio atrasado,
andou meio ocupado
pelos contornos doces
dos doces costumes.

Do corpo e lábio todo-poderoso
da sua maior quimera.


Arrancou uivos e
Cátedras.

E então se tornou sibarita
de adorno e plátano, berrou no interior
flácido do seu  ébrio cérebro ácido:

Foi aqui, relógio, que eu andei
o tempo todo, como ponteiro, segu-
rando as horas e repontando demoras.

24 de novembro de 2011

Poemas do mar

Navega um barco sozinho
Sozinho um barco navega
Ondinha precede
E sobrevê: o Mar saltita 
Como em milhões de tentáculos.
O sal do mar sorrapia.

O espírito de um barco
Ainda-vivo
Barco à vista
Barco em si - lêncio
Marca-se e prende-se ao papel
Do existente.

O barco gira, num devaneio eloquente, inesperado.

As ondas
Indo e vindo, 
Vêm e vão,
O barco impávido
Vai e desvai,
Esvai, 
Por fim, vira.

A deriva, tal qual pedra concreta, 
Permeia 
Ilhas de acontecimento -
É como o sumiço da tripulação
Fosse
Um navegar além.

21 de novembro de 2011

Inocência: Ciclo Ressurreição

Inocência: Ciclo Ressurreição: Nascimento No cume desta montanha eu sei que há uma videira Eu não sei porque eu quero uma vidente ou ver gente Eu quero mastigar a água sem...

Ciclo Ressurreição


Nascimento
No cume desta montanha eu sei que há uma videira
Eu não sei porque eu quero uma vidente ou ver gente
Eu quero mastigar a água sem dentes
Preciso me sacrificar, dêem-me uma anestesia local,
Um alívio imediato, um tesão sem tato,
Sentado, cercado pela dor que eu sinto

 


Crescimento
No rosto úmido jaz asneiras de qualquer dipsomaníaco,
De qualquer dipsomaníaco, do jubeba na praia não sei se a água é pura
Eu só sei que eu mereço uma surra ou ruptura
Mas Nero pôs fogo em Roma sem fósforo, preciso me salvar,
Levem-me para uma academia, uma série a jato, um tesão com tato
De pé, dentro da dor que eu sinto

 


Lipograma do não-eu
Com o pólipo nasço saci, parir lipograma do saci,
Parir lipograma do mingo, sinto o gosto da mandioca com o som
Da sinfonia que já zás no Mozart o pimbo com o xxxxx xx xxxx
Socorro, massa do macarrão comido com a mão
Da dádiva do divã cínico psicólogo faz sair a minha sina,
As minhas lástimas, agachado, movido por dor vivida por mim

 


Ressurreição
Para a Polinésia eu vou, rever nipônicos olhos, americanizados ais
No pretume do africano eu quero me encontrar, eu só não sei porquê
Todo esse internacionalismo, eu quero mastigar todas as areias
Do mundo com meus dentes fortes, solidifico-me, viro um ser mineral,
Um frio contato,
Talvez uma frigidez, deitado, cercado pelo prazer que eu sinto


--- Os poemas e o Ciclo Ressurreição se encontram em meu livro Inocência. ---

6 de outubro de 2011

Alvorecer

Criança, postra-te para chorar.
Chora.
Chora.
Chora.
Chora.
Chora o dizer.
Chora o que se quer dizer
na infância derradeira
E a vida, no sonho publicado, dispersará:
Os pensamentos que ainda se criam em uma longa curva
De divagação,
Mão sem momento ou torsão,
Alçando folhas brancas: essas nascerão ao léu!
Haverá o Bem! O Bem!
Tudo isto não terá passado, pois,
De um milagre que não acontecerá porque já é
Acontecimento se milagrando
Eu digo e vejo
Digo vejo
Vejo:
Criança de fel, fiel largado
Criança de fel, fiel largado no concreto
Criança de fel, fiel largado concreto no tempo correndo no vento.
A força dos que não se dão conta
E a dos que a tem
Como a Poesia que apenas se sonhou e se logra,
Névoa de tanto ser,
Que se destrói em raios matutinos.

27 de setembro de 2011

Miúdos bonsais úmidos da Bósnia

Miúdos bonsais úmidos da Bósnia

Não quero me lembrar do quanto sou pequeno
Porque prefiro a consciência do Natal à da morte
E vi miúdos bonsais úmidos da Bósnia
Passeando por essa cidade de São Paulo
Não vou crer no que aconteceu de errado
Quero ser louco até achar que tudo foi pouco
E vi miúdos bonsais úmidos da Bósnia
No deserto do Saara da minha mente surreal

25 de setembro de 2011

II

II

Tudo recomeça assim:
Rômulo remando no rio.
E pra quem já remou:
Rômulo remou o rio.
E quando direi
De quando ruávamos?,
Quando estivermos
Naquela tua morada,
Senhor!, eu recomeço!
Mas tudo acaba’sim?
Romã acima da porta
Do império de remador,
Rômulo que relembro incerto.

22 de setembro de 2011

Urbanismo (vias)

Urbanismo (vias)


Ar Ar Ar Ar Ar Ar Ar Ar Ar Ar Ar Ar Ar
borização borização borização borização

Fax-símile do meu poema datilografado dos anos 90

20 de setembro de 2011

Horas são

Horas são

Deus, evite que eu levite:
este milagre agre,
errado e cerrado:
o fim.
Pergunto a alguém que oração
devo pronunciar a Ele
ou a o que em mim
devo denunciar, renunciar.
Essa tática estática me nega, por Deus!,
o Paraíso
ou que me respondam
que horas são.

Tecer (ou rasgar)

Tecer (ou rasgar)


acontecerá
acon teceu
acon  teceria
acon    teceria
acon       teceria



16 de setembro de 2011

Contingênciagerará

Contingênciagerará
não viva pela penitência da contingência qu
e reparte dons e sons e bombons pela estatística
, apedreja catálogos caras-de-pau com números dizendo qu
e foram ou como foram ou se foram necessárias cont
ingências maiores ou menores para sei lá o quê.
„Esqueci de gerar!“, você dir
á.

12 de setembro de 2011

Futuro:

Futuro:

Sua face quase cobrindo o resto
O resto quase cobrindo sua face
Força do braço; músculos
ôóôóôóôóôóôóôóôóôóôóôó
Número de fibras, tamanho



Detalhe da capa de Inocência

11 de setembro de 2011

Sensações

Sensações

Os nervos puxam os versos que puxam o olhar
que puxa a caneta que se fixa entre os dedos e que tenta furar o olho da verdade
sei que sei que a mão esquerda não serve tanto quanto a direita pra comer maçã,
mas a boca, maçã, mas a boca, mascarada de maçã quer te beijar mais do que
ontem não quer falar mais do que nada quer conter tua língua no espaço
preenchido pela casca e pela massa da maçã que vou jogar no lixo ou o que
sobrar desta fruta e que vai se decompor assim como eu não quero que aconteça
com o amor que eu senti sinto ou que eu sinta ainda quando eu não estiver apto
para te reconhecer no meio do ônibus quando partiste e eu quis me matar para
não sentir o vazio do ar dentro da boca oca eu queria a tua boca louca vermelha e
sem rimas e na minha caixa bate a essência do teu olhar fragância da brancura da
tua pele que mostrou a bravura de um camicaze contra uma nuvem





O poema Sensações encontra-se em: Inocência, à venda no site da Editora Multifoco, do Rio de Janeiro

10 de setembro de 2011

Verdade (um canto vulgar)

Verdade (um canto vulgar)

Esta casa me criou,
Poesia celebrou
O eterno feto ou
O discípulo fato
E
o
    pulo
             do
                   gato,
Na sequência de ou
Tubro turvo nas es
Senciais esque 100
Cias, companhias i l i
Mijadas, manias suás
Ticas (gato de Grass?) ilimitadamente-
Mentirosas e táticas.
T     A      T     O
GEWISS- - -EN, HEIN?

Se você visse e sentisse até hoje o
SANGUE!



O poema Verdade (um canto vulgar) faz parte de 33 (ciclo de idéias sujeitas a variações) e foi publicado no meu livro Inocência. O livro está à venda pelo site da Editora Multifoco.

3 de setembro de 2011

Garras do nada

Garras do nada

O tempo, a luz...
Novelo de lã pariu o gatinho.
Olhos assustados.
Novelo de lã pariu o gatinho.
O espaço que o conduz...
Novelo de lã pariu o gatinho.
E o fio grosso deixou um caminho
Quase eterno pela casa inteira,
Como se fosse o apocalipse...
Mas há imagens na tela da mente:
Novelo de lã pariu o gatinho.

2 de setembro de 2011

Galeria de udo_baingo

Wald bei LehnitzWald bei LehnitzLehnitzseeLehnitzsee
LehnitzseeIMG_8223Spaziert fotografiertSpaziert fotografiertSpaziert fotografiertSpaziert fotografiert
nicht unweit vom Potsinicht unweit vom Potsinicht unweit vom Potsinicht unweit vom Potsinicht unweit vom Potsinicht unweit vom Potsi
Tempelhofer HafenTempelhofer HafenTempelhofer HafenTempelhofer HafenTempelhofer HafenTempelhofer Hafen

Direitos reservados por Udo Baingo

VOE



VOE

ETAVOE
ETAVOCÊTAVOCÊ
TÔVOE
TÔVOCÊTÔVOCÊ
ETAVOCÊTAVOCÊ




Outro poema concreto do meu livro Inocência, VOE é poema de espaço,de som e verbo. O livro pode ser comprado através do site da Editora Multifoco.

1 de setembro de 2011

Tá na mesa

Tà na mesa

Tu agora já sabes
Que nomeio teu Carma
E que faço tua cama
Sem manias de clima
Ou mentiras, chacinas, chazinhos...


O Poema "Tá na mesa" se encontra no meu livro Inocência.
Ele está à venda no Brasil apenas pelo site da Editora Multifoco. Para comprá-lo basta clicar na foto do livro acima à esquerda. Obrigado!

29 de agosto de 2011

Samba

EI
L A
LEIOLÊ LEIALÁLEIALI
LEIOLÊ LEIAQUI
LEIOLEIOLÁLÁ LEIAQUI
LÊLÊLÊLÊLÊLÊ? LEIOQUELEIOQ ui

O poema Samba se encontra no livro "Inocência".

12 de agosto de 2011

Mais algumas vezes (ciclo resumido)


Chuva de verão:
Fechei a janela para ouvir música.
Parou de chover,
Está abafado, vou abri-la.
Vou ter que fazer isso ainda,
Mas a música não será mais a mesma,
O vento fresco trará mais chuva:
Chuva de verão.




* Mais algumas vezes está no livro Inocência.

3 de agosto de 2011

De virada ou aos poucos

É de sonho que vive a poesia. Sonha-se também à vera na vida.

Certamente a literatura e a arte vivem apenas de sonho. Bibliotecas e construções inteiras cheias de forma, todas para o sonho, o bel prazer da vida. Mas existente nas nossas vidas, tocável, tateável, mesmo que com os olhos.

Pensei em postar mais um poema do meu livro, mas hoje o dia é do sonho. Nada de fazer propaganda sobre o meu livro. Apenas uma coisa: viver, continuar, recomeçar.

Perde-se algo no percorrer da vida, perde-se também outras coisas na expressão, na arte. Vida ou arte, amor ou profissão? Isso me lembra um conto de minha autoria: O amor irreverente. Eis o link para leitura.

Se você entorna de virada ou saboreia aos poucos, a escolha é sua.

Buga in Berlin Britz - april 2011

22 de julho de 2011

Ploc

Come, sarei da min há vida, q é uma doença: come,
sarei de ser o homem q nunca fui.
Come, sarei da minha. É o horror em erro.

Se eu tivesse uma opinião, falaria - ou agiria.
Tenho-me a mim: fruta q nunca amadurece e q já está podre.
Mas a dor nunca é tão grande enquanto comandada.

Intolerante seria eu se estivesse aí com você,
ou se morasse num quarto sujo do século passado.

Minto?
Mente: bola de neve q aqui se derrete nessas falavras.
Soltaria um traque, se pudesse.
Um papel é uma celulose e o LSD é proibido - ouvi falar.
Não mandarteei (aqui a mesóclise rende) LSD na próxima carta porque na próxima carta ou antes, enquanto estiver colando/fechando o envelope co´a língua sem querer grudarseáon suficientes ou náon (não sabo) para me levar à ____________q eu não kiss.

Hoje me perdi, pra variar, em Frankfurt sobre o Meno, procurando o porra do Meno.
O Meno era o q procurava, de city-bike quase caída aos pedaços.
Se tu visses as construções desses salsichas frankfurtianos. É OberImBau!!
Me perdi, e parece de propósito, pois o risco da vida deve-se correr:
enche meu crânio de um PLOC q é indecifrável.
Descer até o portão 25 da Messe, não sei porquê, andar no meio dessas construções.

Enriquecerei foneticamente o texto: öüäïë.
E agora doutrarte:$$$$$$$$$$$$$$$.
Spanisch ist sehr gelenkig.
E las muchachas mucho más!

Escreveria um poema sobre o prazer de ouvir WEBERN na tua Cia. Concreta e uma coisa e outra q ca(p)to nos trópicos de minha memória de mosquito-baleia.
Onde começa o gato - pelo rabo ou pelo pênis? Alguém diria que é pelo MIAU.
Farei a caça mental ao queijo de Lindenburg!!

Tudo o q tenho, ponho aqui: quem ganha é o texto.
Infiltrarei o texto na virilha da literatura e do poema.
Um coito de rinocerontes! E mais um! A cada 3 minutos, esporra o macho.
Os homens tornam tudo impossível. Tu deves tornar o q escrevo compreensível, mas eu, aqui, não entendo.

As árvores crescem na primavera. Será que elas sentem, sentiram ou sentirão um desejo como o meu? Uma fome? Uma sede de ficar junto do poço, perdendo os sentidos, fazendo o poço secar dentro de mim, de tanta sede? Mais meu é o poço: ele não secará enquanto eu não secar.

E há cartas, há coisas como isso aqui: letras como estrelas no céu da noite clara.

4 de julho de 2011

Silêncio em cada ruído

Houvesse havido
Nenhuma noite
E nenhum dia,
Seria eu terra, céu ou sol;
O mundo estaria por vir
Ou já teria sido
Silêncio em cada ruído.

Das coisas sem partido,
Quase inconscientes
Em que uma criança crê
Ter-se, por entre, comprimido.

Houvesse havido
Uma montanha,
Tudo plano
Seria eu corpo, fogo ou água;
Absurdo estaria por vir
Ou já teria sido
Silêncio em cada ruído.

*poema de 1995, escrito em Offenbach, Alemanha, Udo Baingo

2 de julho de 2011

Outra rotina

Outra rotina
Quase retina
Ave
Á(r)v(or)e retida
No vôo (Estrutura pescando)
(As estrelas não voam?)
Do consolo
A nave
Se fez trave
Do desgosto
Esqueci
de me esquecer.
Do calcanhar ao mar
Piso e logo nado
E volto contigo
E sem mim.

(Poema inédito por Udo Baingo)

29 de junho de 2011

Poema da coisa só

Este é o poema da coisa por si só,
Da coisa deste poema, que sem este
Só seria só, tão só e ignorada,
Que nem seria.

Mas tinha este poema,
O poema da coisa por si só,
Então valia à pena ser,
Só pela aventura e a cena que se cria.

Ora, assim como uma nuvem existe de
Brancura, existe o poema da coisa só
Só de sua alvura entretente, irrepelente.

Assim sendo, vai-se
Pouco a pouco sendo
E aí já era
E todo mundo estava à parte.

Pois assim mesmo, a esmo,
É o poema da coisa por si só:
Só é assim e pronto,
Não preciso explicar.
E ponto.

(Versão nova de um poema que se encontra no meu livro Inocência)

8 de junho de 2011

O livro

Era uma noite de sexta-feira, uma noite de dia. Uma noite, porque foi como Natal para mim. Embora o calendário marcasse o dia 25 de março. Era o dia do lançamento de meu livro Inocência. Foi assim.

Saí pela porta do quarto que um amigo ofereceu para nossa, minha e de minha namorada, estadia de 6 dias. Havíamos chegado dia 21 de Florianópolis, com a ajuda de um amigo que nos levou ao aeroporto, depois de termos chegado de ônibus do interior daquele belo estado.

Faltavam duas horas para o lançamento. Chamei um táxi, mas o serviço de táxi do primeiro número disse que ligaria 10 minutos antes da hora marcada a fim de confirmar o serviço. Achei incomum, os táxis da Alemanha chegam no lugar marcado e na hora marcada, muitas vezes com cinco minutos de adiantamento. Liguei para outro serviço de táxi e um Senhor atendeu como que saído de sua siesta da tarde dizendo "han". Questionado se ele era o táxi, ele respondeu que era de outro serviço.

Dez minutos antes, como esperado, nada aconteceu: o primeiro serviço não ligou e eu, pronto para o lançamento, me joguei pelas ruas da Glória, com minha namorada a tiracolo. Ela que já tinha ficado à espera do táxi no saguão.

Na correria esqueci de filmar a noite. Coisas de quem leva e prepara tudo, embala o presente, mas esquece de tirar a foto na hora da entrega.

Inocência, o livro, feito com uma elaboração e diagramação de bom gosto é um livro pequeno, cabe no bolso da jaqueta. E você pode comprá-lo no site da Editora Multifoco.