21 de novembro de 2011
Ciclo Ressurreição
Nascimento
No cume desta montanha eu sei que há uma videira
Eu não sei porque eu quero uma vidente ou ver gente
Eu quero mastigar a água sem dentes
Preciso me sacrificar, dêem-me uma anestesia local,
Um alívio imediato, um tesão sem tato,
Sentado, cercado pela dor que eu sinto
Crescimento
No rosto úmido jaz asneiras de qualquer dipsomaníaco,
De qualquer dipsomaníaco, do jubeba na praia não sei se a água é pura
Eu só sei que eu mereço uma surra ou ruptura
Mas Nero pôs fogo em Roma sem fósforo, preciso me salvar,
Levem-me para uma academia, uma série a jato, um tesão com tato
De pé, dentro da dor que eu sinto
Lipograma do não-eu
Com o pólipo nasço saci, parir lipograma do saci,
Parir lipograma do mingo, sinto o gosto da mandioca com o som
Da sinfonia que já zás no Mozart o pimbo com o xxxxx xx xxxx
Socorro, massa do macarrão comido com a mão
Da dádiva do divã cínico psicólogo faz sair a minha sina,
As minhas lástimas, agachado, movido por dor vivida por mim
Ressurreição
Para a Polinésia eu vou, rever nipônicos olhos, americanizados ais
No pretume do africano eu quero me encontrar, eu só não sei porquê
Todo esse internacionalismo, eu quero mastigar todas as areias
Do mundo com meus dentes fortes, solidifico-me, viro um ser mineral,
Um frio contato,
Talvez uma frigidez, deitado, cercado pelo prazer que eu sinto
--- Os poemas e o Ciclo Ressurreição se encontram em meu livro Inocência. ---
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