Este é o poema da coisa por si só,
Da coisa deste poema, que sem este
Só seria só, tão só e ignorada,
Que nem seria.
Mas tinha este poema,
O poema da coisa por si só,
Então valia à pena ser,
Só pela aventura e a cena que se cria.
Ora, assim como uma nuvem existe de
Brancura, existe o poema da coisa só
Só de sua alvura entretente, irrepelente.
Assim sendo, vai-se
Pouco a pouco sendo
E aí já era
E todo mundo estava à parte.
Pois assim mesmo, a esmo,
É o poema da coisa por si só:
Só é assim e pronto,
Não preciso explicar.
E ponto.
(Versão nova de um poema que se encontra no meu livro Inocência)
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