24 de novembro de 2011

Poemas do mar

Navega um barco sozinho
Sozinho um barco navega
Ondinha precede
E sobrevê: o Mar saltita 
Como em milhões de tentáculos.
O sal do mar sorrapia.

O espírito de um barco
Ainda-vivo
Barco à vista
Barco em si - lêncio
Marca-se e prende-se ao papel
Do existente.

O barco gira, num devaneio eloquente, inesperado.

As ondas
Indo e vindo, 
Vêm e vão,
O barco impávido
Vai e desvai,
Esvai, 
Por fim, vira.

A deriva, tal qual pedra concreta, 
Permeia 
Ilhas de acontecimento -
É como o sumiço da tripulação
Fosse
Um navegar além.

Nenhum comentário:

Postar um comentário