29 de novembro de 2011

Ranolfo

Ranolfo surtiu um comentário hilário
e se vestiu de sono
e abandonou o posto,
cheio de gasolina.

Ranolfo andou meio atrasado,
andou meio ocupado
pelos contornos doces
dos doces costumes.

Do corpo e lábio todo-poderoso
da sua maior quimera.


Arrancou uivos e
Cátedras.

E então se tornou sibarita
de adorno e plátano, berrou no interior
flácido do seu  ébrio cérebro ácido:

Foi aqui, relógio, que eu andei
o tempo todo, como ponteiro, segu-
rando as horas e repontando demoras.

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