4 de julho de 2011

Silêncio em cada ruído

Houvesse havido
Nenhuma noite
E nenhum dia,
Seria eu terra, céu ou sol;
O mundo estaria por vir
Ou já teria sido
Silêncio em cada ruído.

Das coisas sem partido,
Quase inconscientes
Em que uma criança crê
Ter-se, por entre, comprimido.

Houvesse havido
Uma montanha,
Tudo plano
Seria eu corpo, fogo ou água;
Absurdo estaria por vir
Ou já teria sido
Silêncio em cada ruído.

*poema de 1995, escrito em Offenbach, Alemanha, Udo Baingo

Um comentário:

  1. "Exercício de ritmo, versos 747 aterrissando mudos, cadentes, cataclísmicos.
    Muito obrigado, Udo, por compartilhar silêncios e ruídos!" Por Rafael Silveira, via E-Mail.

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