29 de agosto de 2011

Samba

EI
L A
LEIOLÊ LEIALÁLEIALI
LEIOLÊ LEIAQUI
LEIOLEIOLÁLÁ LEIAQUI
LÊLÊLÊLÊLÊLÊ? LEIOQUELEIOQ ui

O poema Samba se encontra no livro "Inocência".

12 de agosto de 2011

Mais algumas vezes (ciclo resumido)


Chuva de verão:
Fechei a janela para ouvir música.
Parou de chover,
Está abafado, vou abri-la.
Vou ter que fazer isso ainda,
Mas a música não será mais a mesma,
O vento fresco trará mais chuva:
Chuva de verão.




* Mais algumas vezes está no livro Inocência.

3 de agosto de 2011

De virada ou aos poucos

É de sonho que vive a poesia. Sonha-se também à vera na vida.

Certamente a literatura e a arte vivem apenas de sonho. Bibliotecas e construções inteiras cheias de forma, todas para o sonho, o bel prazer da vida. Mas existente nas nossas vidas, tocável, tateável, mesmo que com os olhos.

Pensei em postar mais um poema do meu livro, mas hoje o dia é do sonho. Nada de fazer propaganda sobre o meu livro. Apenas uma coisa: viver, continuar, recomeçar.

Perde-se algo no percorrer da vida, perde-se também outras coisas na expressão, na arte. Vida ou arte, amor ou profissão? Isso me lembra um conto de minha autoria: O amor irreverente. Eis o link para leitura.

Se você entorna de virada ou saboreia aos poucos, a escolha é sua.

Buga in Berlin Britz - april 2011

22 de julho de 2011

Ploc

Come, sarei da min há vida, q é uma doença: come,
sarei de ser o homem q nunca fui.
Come, sarei da minha. É o horror em erro.

Se eu tivesse uma opinião, falaria - ou agiria.
Tenho-me a mim: fruta q nunca amadurece e q já está podre.
Mas a dor nunca é tão grande enquanto comandada.

Intolerante seria eu se estivesse aí com você,
ou se morasse num quarto sujo do século passado.

Minto?
Mente: bola de neve q aqui se derrete nessas falavras.
Soltaria um traque, se pudesse.
Um papel é uma celulose e o LSD é proibido - ouvi falar.
Não mandarteei (aqui a mesóclise rende) LSD na próxima carta porque na próxima carta ou antes, enquanto estiver colando/fechando o envelope co´a língua sem querer grudarseáon suficientes ou náon (não sabo) para me levar à ____________q eu não kiss.

Hoje me perdi, pra variar, em Frankfurt sobre o Meno, procurando o porra do Meno.
O Meno era o q procurava, de city-bike quase caída aos pedaços.
Se tu visses as construções desses salsichas frankfurtianos. É OberImBau!!
Me perdi, e parece de propósito, pois o risco da vida deve-se correr:
enche meu crânio de um PLOC q é indecifrável.
Descer até o portão 25 da Messe, não sei porquê, andar no meio dessas construções.

Enriquecerei foneticamente o texto: öüäïë.
E agora doutrarte:$$$$$$$$$$$$$$$.
Spanisch ist sehr gelenkig.
E las muchachas mucho más!

Escreveria um poema sobre o prazer de ouvir WEBERN na tua Cia. Concreta e uma coisa e outra q ca(p)to nos trópicos de minha memória de mosquito-baleia.
Onde começa o gato - pelo rabo ou pelo pênis? Alguém diria que é pelo MIAU.
Farei a caça mental ao queijo de Lindenburg!!

Tudo o q tenho, ponho aqui: quem ganha é o texto.
Infiltrarei o texto na virilha da literatura e do poema.
Um coito de rinocerontes! E mais um! A cada 3 minutos, esporra o macho.
Os homens tornam tudo impossível. Tu deves tornar o q escrevo compreensível, mas eu, aqui, não entendo.

As árvores crescem na primavera. Será que elas sentem, sentiram ou sentirão um desejo como o meu? Uma fome? Uma sede de ficar junto do poço, perdendo os sentidos, fazendo o poço secar dentro de mim, de tanta sede? Mais meu é o poço: ele não secará enquanto eu não secar.

E há cartas, há coisas como isso aqui: letras como estrelas no céu da noite clara.

4 de julho de 2011

Silêncio em cada ruído

Houvesse havido
Nenhuma noite
E nenhum dia,
Seria eu terra, céu ou sol;
O mundo estaria por vir
Ou já teria sido
Silêncio em cada ruído.

Das coisas sem partido,
Quase inconscientes
Em que uma criança crê
Ter-se, por entre, comprimido.

Houvesse havido
Uma montanha,
Tudo plano
Seria eu corpo, fogo ou água;
Absurdo estaria por vir
Ou já teria sido
Silêncio em cada ruído.

*poema de 1995, escrito em Offenbach, Alemanha, Udo Baingo