Come, sarei da min há vida, q é uma doença: come,
sarei de ser o homem q nunca fui.
Come, sarei da minha. É o horror em erro.
Se eu tivesse uma opinião, falaria - ou agiria.
Tenho-me a mim: fruta q nunca amadurece e q já está podre.
Mas a dor nunca é tão grande enquanto comandada.
Intolerante seria eu se estivesse aí com você,
ou se morasse num quarto sujo do século passado.
Minto?
Mente: bola de neve q aqui se derrete nessas falavras.
Soltaria um traque, se pudesse.
Um papel é uma celulose e o LSD é proibido - ouvi falar.
Não mandarteei (aqui a mesóclise rende) LSD na próxima carta porque na próxima carta ou antes, enquanto estiver colando/fechando o envelope co´a língua sem querer grudarseáon suficientes ou náon (não sabo) para me levar à ____________q eu não kiss.
Hoje me perdi, pra variar, em Frankfurt sobre o Meno, procurando o porra do Meno.
O Meno era o q procurava, de city-bike quase caída aos pedaços.
Se tu visses as construções desses salsichas frankfurtianos. É OberImBau!!
Me perdi, e parece de propósito, pois o risco da vida deve-se correr:
enche meu crânio de um PLOC q é indecifrável.
Descer até o portão 25 da Messe, não sei porquê, andar no meio dessas construções.
Enriquecerei foneticamente o texto: öüäïë.
E agora doutrarte:$$$$$$$$$$$$$$$.
Spanisch ist sehr gelenkig.
E las muchachas mucho más!
Escreveria um poema sobre o prazer de ouvir WEBERN na tua Cia. Concreta e uma coisa e outra q ca(p)to nos trópicos de minha memória de mosquito-baleia.
Onde começa o gato - pelo rabo ou pelo pênis? Alguém diria que é pelo MIAU.
Farei a caça mental ao queijo de Lindenburg!!
Tudo o q tenho, ponho aqui: quem ganha é o texto.
Infiltrarei o texto na virilha da literatura e do poema.
Um coito de rinocerontes! E mais um! A cada 3 minutos, esporra o macho.
Os homens tornam tudo impossível. Tu deves tornar o q escrevo compreensível, mas eu, aqui, não entendo.
As árvores crescem na primavera. Será que elas sentem, sentiram ou sentirão um desejo como o meu? Uma fome? Uma sede de ficar junto do poço, perdendo os sentidos, fazendo o poço secar dentro de mim, de tanta sede? Mais meu é o poço: ele não secará enquanto eu não secar.
E há cartas, há coisas como isso aqui: letras como estrelas no céu da noite clara.
22 de julho de 2011
4 de julho de 2011
Silêncio em cada ruído
Houvesse havido
Nenhuma noite
E nenhum dia,
Seria eu terra, céu ou sol;
O mundo estaria por vir
Ou já teria sido
Silêncio em cada ruído.
Das coisas sem partido,
Quase inconscientes
Em que uma criança crê
Ter-se, por entre, comprimido.
Houvesse havido
Uma montanha,
Tudo plano
Seria eu corpo, fogo ou água;
Absurdo estaria por vir
Ou já teria sido
Silêncio em cada ruído.
*poema de 1995, escrito em Offenbach, Alemanha, Udo Baingo
Nenhuma noite
E nenhum dia,
Seria eu terra, céu ou sol;
O mundo estaria por vir
Ou já teria sido
Silêncio em cada ruído.
Das coisas sem partido,
Quase inconscientes
Em que uma criança crê
Ter-se, por entre, comprimido.
Houvesse havido
Uma montanha,
Tudo plano
Seria eu corpo, fogo ou água;
Absurdo estaria por vir
Ou já teria sido
Silêncio em cada ruído.
*poema de 1995, escrito em Offenbach, Alemanha, Udo Baingo
2 de julho de 2011
Outra rotina
Outra rotina
Quase retina
Ave
Á(r)v(or)e retida
No vôo (Estrutura pescando)
(As estrelas não voam?)
Do consolo
A nave
Se fez trave
Do desgosto
Esqueci
de me esquecer.
Do calcanhar ao mar
Piso e logo nado
E volto contigo
E sem mim.
(Poema inédito por Udo Baingo)
Quase retina
Ave
Á(r)v(or)e retida
No vôo (Estrutura pescando)
(As estrelas não voam?)
Do consolo
A nave
Se fez trave
Do desgosto
Esqueci
de me esquecer.
Do calcanhar ao mar
Piso e logo nado
E volto contigo
E sem mim.
(Poema inédito por Udo Baingo)
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