Horas são
Deus, evite que eu levite:
este milagre agre,
errado e cerrado:
o fim.
Pergunto a alguém que oração
devo pronunciar a Ele
ou a o que em mim
devo denunciar, renunciar.
Essa tática estática me nega, por Deus!,
o Paraíso
ou que me respondam
que horas são.
20 de setembro de 2011
16 de setembro de 2011
Contingênciagerará
Contingênciagerará
não viva pela penitência da contingência qu
e reparte dons e sons e bombons pela estatística
, apedreja catálogos caras-de-pau com números dizendo qu
e foram ou como foram ou se foram necessárias cont
ingências maiores ou menores para sei lá o quê.
„Esqueci de gerar!“, você dir
á.
e reparte dons e sons e bombons pela estatística
, apedreja catálogos caras-de-pau com números dizendo qu
e foram ou como foram ou se foram necessárias cont
ingências maiores ou menores para sei lá o quê.
„Esqueci de gerar!“, você dir
á.
12 de setembro de 2011
Futuro:
11 de setembro de 2011
Sensações
Sensações
Os nervos puxam os versos que puxam o olhar
que puxa a caneta que se fixa entre os dedos e que tenta furar o olho da verdade
sei que sei que a mão esquerda não serve tanto quanto a direita pra comer maçã,
mas a boca, maçã, mas a boca, mascarada de maçã quer te beijar mais do que
ontem não quer falar mais do que nada quer conter tua língua no espaço
preenchido pela casca e pela massa da maçã que vou jogar no lixo ou o que
sobrar desta fruta e que vai se decompor assim como eu não quero que aconteça
com o amor que eu senti sinto ou que eu sinta ainda quando eu não estiver apto
para te reconhecer no meio do ônibus quando partiste e eu quis me matar para
não sentir o vazio do ar dentro da boca oca eu queria a tua boca louca vermelha e
sem rimas e na minha caixa bate a essência do teu olhar fragância da brancura da
tua pele que mostrou a bravura de um camicaze contra uma nuvem
O poema Sensações encontra-se em: Inocência, à venda no site da Editora Multifoco, do Rio de Janeiro
Os nervos puxam os versos que puxam o olhar
que puxa a caneta que se fixa entre os dedos e que tenta furar o olho da verdade
sei que sei que a mão esquerda não serve tanto quanto a direita pra comer maçã,
mas a boca, maçã, mas a boca, mascarada de maçã quer te beijar mais do que
ontem não quer falar mais do que nada quer conter tua língua no espaço
preenchido pela casca e pela massa da maçã que vou jogar no lixo ou o que
sobrar desta fruta e que vai se decompor assim como eu não quero que aconteça
com o amor que eu senti sinto ou que eu sinta ainda quando eu não estiver apto
para te reconhecer no meio do ônibus quando partiste e eu quis me matar para
não sentir o vazio do ar dentro da boca oca eu queria a tua boca louca vermelha e
sem rimas e na minha caixa bate a essência do teu olhar fragância da brancura da
tua pele que mostrou a bravura de um camicaze contra uma nuvem
O poema Sensações encontra-se em: Inocência, à venda no site da Editora Multifoco, do Rio de Janeiro
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