Criança, postra-te para chorar.
Chora.
Chora.
Chora.
Chora.
Chora o dizer.
Chora o que se quer dizer
na infância derradeira
E a vida, no sonho publicado, dispersará:
Os pensamentos que ainda se criam em uma longa curva
De divagação,
Mão sem momento ou torsão,
Alçando folhas brancas: essas nascerão ao léu!
Haverá o Bem! O Bem!
Tudo isto não terá passado, pois,
De um milagre que não acontecerá porque já é
Acontecimento se milagrando
Eu digo e vejo
Digo vejo
Vejo:
Criança de fel, fiel largado
Criança de fel, fiel largado no concreto
Criança de fel, fiel largado concreto no tempo correndo no vento.
A força dos que não se dão conta
E a dos que a tem
Como a Poesia que apenas se sonhou e se logra,
Névoa de tanto ser,
Que se destrói em raios matutinos.