27 de setembro de 2011

Miúdos bonsais úmidos da Bósnia

Miúdos bonsais úmidos da Bósnia

Não quero me lembrar do quanto sou pequeno
Porque prefiro a consciência do Natal à da morte
E vi miúdos bonsais úmidos da Bósnia
Passeando por essa cidade de São Paulo
Não vou crer no que aconteceu de errado
Quero ser louco até achar que tudo foi pouco
E vi miúdos bonsais úmidos da Bósnia
No deserto do Saara da minha mente surreal

25 de setembro de 2011

II

II

Tudo recomeça assim:
Rômulo remando no rio.
E pra quem já remou:
Rômulo remou o rio.
E quando direi
De quando ruávamos?,
Quando estivermos
Naquela tua morada,
Senhor!, eu recomeço!
Mas tudo acaba’sim?
Romã acima da porta
Do império de remador,
Rômulo que relembro incerto.

22 de setembro de 2011

Urbanismo (vias)

Urbanismo (vias)


Ar Ar Ar Ar Ar Ar Ar Ar Ar Ar Ar Ar Ar
borização borização borização borização

Fax-símile do meu poema datilografado dos anos 90

20 de setembro de 2011

Horas são

Horas são

Deus, evite que eu levite:
este milagre agre,
errado e cerrado:
o fim.
Pergunto a alguém que oração
devo pronunciar a Ele
ou a o que em mim
devo denunciar, renunciar.
Essa tática estática me nega, por Deus!,
o Paraíso
ou que me respondam
que horas são.

Tecer (ou rasgar)

Tecer (ou rasgar)


acontecerá
acon teceu
acon  teceria
acon    teceria
acon       teceria



16 de setembro de 2011

Contingênciagerará

Contingênciagerará
não viva pela penitência da contingência qu
e reparte dons e sons e bombons pela estatística
, apedreja catálogos caras-de-pau com números dizendo qu
e foram ou como foram ou se foram necessárias cont
ingências maiores ou menores para sei lá o quê.
„Esqueci de gerar!“, você dir
á.

12 de setembro de 2011

Futuro:

Futuro:

Sua face quase cobrindo o resto
O resto quase cobrindo sua face
Força do braço; músculos
ôóôóôóôóôóôóôóôóôóôóôó
Número de fibras, tamanho



Detalhe da capa de Inocência

11 de setembro de 2011

Sensações

Sensações

Os nervos puxam os versos que puxam o olhar
que puxa a caneta que se fixa entre os dedos e que tenta furar o olho da verdade
sei que sei que a mão esquerda não serve tanto quanto a direita pra comer maçã,
mas a boca, maçã, mas a boca, mascarada de maçã quer te beijar mais do que
ontem não quer falar mais do que nada quer conter tua língua no espaço
preenchido pela casca e pela massa da maçã que vou jogar no lixo ou o que
sobrar desta fruta e que vai se decompor assim como eu não quero que aconteça
com o amor que eu senti sinto ou que eu sinta ainda quando eu não estiver apto
para te reconhecer no meio do ônibus quando partiste e eu quis me matar para
não sentir o vazio do ar dentro da boca oca eu queria a tua boca louca vermelha e
sem rimas e na minha caixa bate a essência do teu olhar fragância da brancura da
tua pele que mostrou a bravura de um camicaze contra uma nuvem





O poema Sensações encontra-se em: Inocência, à venda no site da Editora Multifoco, do Rio de Janeiro

10 de setembro de 2011

Verdade (um canto vulgar)

Verdade (um canto vulgar)

Esta casa me criou,
Poesia celebrou
O eterno feto ou
O discípulo fato
E
o
    pulo
             do
                   gato,
Na sequência de ou
Tubro turvo nas es
Senciais esque 100
Cias, companhias i l i
Mijadas, manias suás
Ticas (gato de Grass?) ilimitadamente-
Mentirosas e táticas.
T     A      T     O
GEWISS- - -EN, HEIN?

Se você visse e sentisse até hoje o
SANGUE!



O poema Verdade (um canto vulgar) faz parte de 33 (ciclo de idéias sujeitas a variações) e foi publicado no meu livro Inocência. O livro está à venda pelo site da Editora Multifoco.

3 de setembro de 2011

Garras do nada

Garras do nada

O tempo, a luz...
Novelo de lã pariu o gatinho.
Olhos assustados.
Novelo de lã pariu o gatinho.
O espaço que o conduz...
Novelo de lã pariu o gatinho.
E o fio grosso deixou um caminho
Quase eterno pela casa inteira,
Como se fosse o apocalipse...
Mas há imagens na tela da mente:
Novelo de lã pariu o gatinho.

2 de setembro de 2011

Galeria de udo_baingo

Wald bei LehnitzWald bei LehnitzLehnitzseeLehnitzsee
LehnitzseeIMG_8223Spaziert fotografiertSpaziert fotografiertSpaziert fotografiertSpaziert fotografiert
nicht unweit vom Potsinicht unweit vom Potsinicht unweit vom Potsinicht unweit vom Potsinicht unweit vom Potsinicht unweit vom Potsi
Tempelhofer HafenTempelhofer HafenTempelhofer HafenTempelhofer HafenTempelhofer HafenTempelhofer Hafen

Direitos reservados por Udo Baingo

VOE



VOE

ETAVOE
ETAVOCÊTAVOCÊ
TÔVOE
TÔVOCÊTÔVOCÊ
ETAVOCÊTAVOCÊ




Outro poema concreto do meu livro Inocência, VOE é poema de espaço,de som e verbo. O livro pode ser comprado através do site da Editora Multifoco.

1 de setembro de 2011

Tá na mesa

Tà na mesa

Tu agora já sabes
Que nomeio teu Carma
E que faço tua cama
Sem manias de clima
Ou mentiras, chacinas, chazinhos...


O Poema "Tá na mesa" se encontra no meu livro Inocência.
Ele está à venda no Brasil apenas pelo site da Editora Multifoco. Para comprá-lo basta clicar na foto do livro acima à esquerda. Obrigado!